Os muitos olhos dos alienígenas de Star Wars

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Alienígenas de muitos olhos são comuns nas fantasias espaciais, especialmente em Star Wars. Este é o caso dos Gran, nativos do planeta Malastare que marcam presença em vários filmes da franquia, seja como bandidos ou senadores galácticos. Na figura acima, por exemplo, vemos os representantes de Malastare no Senado Galático. A cena é de Star Wars, Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999).

Em primeiro plano, vemos três alienígenas de três olhos da raça Gran. Eles estão em uma plataforma flutuante do Senado Galáctico, com trajes de gala. O alienígena do meio está de pé.

Mas o último spin-off da franquia, Han Solo: Uma História Star Wars (2018), abriu nossos olhos para outra dessas criaturas. Veremos que não apenas a característica marcante de Argus “Seis Olhos” Panox, bem como seu nome, faz referência a um personagem da mitologia grega.

Embora Argus seja popularmente conhecido pela sua fisionomia peculiar, seu nome não vem de uma galáxia muito, muito distante. Argus vem do célebre Argo (mais especificamente, da forma latinizada do nome, Argos). Na mitologia grega, Argos Panoptes é um gigante de cem olhos que vivia na Argólida, no Peloponeso.

O epíteto Panoptes, aliás, significa “aquele que tudo vê”. O gigante era um servo de Hera e, enquanto tal, foi um vigia bastante eficaz. Algumas versões do mito contam que seus muitos olhos se espalhavam por todo o corpo.

De olhos bem abertos: um pouco sobre o filme

Imagem de perfil de Argux Panox, o alienígena de muitos olhos de Star Wars. Seu rosto é comprido e caprino, com três olhos de cada lado da face.

Tanto quanto os demais títulos da franquia Star Wars, Han Solo é uma combinação de fantasia, western e road movie. Além disso, como não poderia deixar de ser, tira bastante inspiração da mitologia mundial. O filme segue os passos do personagem vivido por Harrison Ford na trilogia prólogo (1977, 1980, 1983). Ou seja, o contrabandista cafajeste que o fazendeiro Luke Skywalker e o velho jedi Obi-Wan Kenobi contrataram. No spin-off, quem deu vida a uma versão mais jovem de Han Solo foi o ator Alden Ehrenreich. Com direito aos trejeitos e atitudes de canastrão que viraram marca registrada desse carismático personagem.

O filme faz homenagem à cena da cantina de Mos Eisley, uma das mais famosas do cinema e momento antológico do primeiro Star Wars. Embora esteja em outro planeta, não em Tatooine, Solo vai a um antro de jogatina e contrabando. Lá, ele aposta tudo o que tem (e o que não tem) em um jogo de cartas chamado sabacc, diante dos olhares curiosos de vários alienígenas — e dos muitos olhos de um deles, em especial. Ele é Argus Panox, um Azumel (sua raça alienígena) do sexo masculino e um exemplar bastante descolado da sua espécie. A participação dele é breve, pois é apenas um figurante, mas a relação com a mitologia não passou despercebida.

Leia mais sobre Argos Panoptes:

https://www.theoi.com/Gigante/GiganteArgosPanoptes.html (Theoi Project).

Como citar este artigo? (ABNT)

REIS FILHO, L. Os muitos olhos dos alienígenas de Star Wars, Projeto Ítaca. Disponível em: https://projetoitaca.com.br/os-muitos-olhos-dos-alienigenas-de-star-wars/. Acesso em: 04/07/2022.

Lucio Reis Filho

Lucio Reis Filho

Historiador, professor e escritor. Tem Doutorado em Comunicação (Cinema e Audiovisual) e especialização em Estudos Clássicos.
Lucio Reis Filho

Lucio Reis Filho

Historiador, professor e escritor. Tem Doutorado em Comunicação (Cinema e Audiovisual) e especialização em Estudos Clássicos.

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