Assassin’s Creed Valhalla e a mitologia nórdica

Um guerreiro viking entra na imagem à direita, com machado à frente e o escudo nas costas. À esquerda, diversos outros guerreiros o aguardam para o combate. Ao fundo, vemos um castelo de pedra sobre um rochedo.
Imagem promocional de Assassin's Creed Valhalla.

Conforme revelou o Gamespot, o aguardado Assassin’s Creed Valhalla vai manter a tradição da série: a combinação de história e mitologia. Neste caso, especificamente, a mitologia nórdica. Assim como em AC Origins (2017) e AC Odyssey (2018), o jogador vai encontrar personagens históricos em uma trama cheia de elementos sobrenaturais e monstros lendários. Mas esse novo game da Ubisoft será ambientado na Idade Média, em meio à invasão viking às ilhas britânicas em 873 d.C.

A mitologia nórdica no game

O título vem de Valhöll (Salão dos Mortos), termo usado para a moradia de Odin em Asgard, local de repouso dos guerreiros mortos. A imagem tradicional do Valhalla é, portanto, a de um paraíso de guerreiros. Não por acaso, AC Valhalla traz um sistema de batalha novo em termos de habilidades e itens. Afinal, quando os vikings entram em cena, todos querem sangue (e usar armas vikings). Isso se deve à imagem que o senso comum fez dos povos escandinavos.

Desafio opcional é lutar contra guerreiros poderosos. Eles querem chegar com glórias ao Valhalla, por isso devem morrer lutando. Ou seja, o game terá missões secundárias e sazonais. É nelas que, certamente, estarão os elementos da mitologia. Além disso, com a exploração do mundo do game será possível destravar aventuras míticas à parte da campanha principal. Foi o que disse o diretor Darby McDevitt.

No mais novo gameplay, um dos monstros é o “Black Shuck”, cão de caça da mitologia inglesa. A tradução do seu nome é “casca preta”, e os relatos dessa criatura feroz eram muito comuns ainda no século XVI. Conforme McDevitt, “existem muitas histórias e contos sobre cães pretos que vagam pela noite”. Por meio delas, dois grandes medos do mundo medieval se encontravam: os lobos e as trevas da noite.

Veja a entrevista completa com Darby McDevitt (GamesRadar):

Referência

Dicionário de mitologia nórdica (2015), de Johnni Langer (org.).

Para saber mais

Assassin’s Creed Valhalla Shows Off Mythological Dangers In New Video (Gamespot).

Como citar este artigo? (ABNT)

REIS FILHO, L. Assassin’s Creed Valhalla e a mitologia nórdica, Projeto Ítaca. Disponível em: https://projetoitaca.com.br/a-mitologia-em-assassins-creed-valhalla-o-que-esperar/. Acesso em: 23/04/2024.

Lucio Reis Filho

Lucio Reis Filho

Lúcio Reis Filho é Ph.D. em Comunicação (Cinema e Audiovisual), escritor e cineasta especializado nas interseções entre Cinema, História e Literatura, com foco nos gêneros do horror e da ficção científica. Historiador com especialização em Estudos Clássicos pela Universidade de Brasília, em parceria com a Cátedra Unesco Archai (Unb/Unesco), é Coordenador do Projeto Ítaca. Seus interesses acadêmicos e de pesquisa são essencialmente interdisciplinares; abrangem Cinema, Artes Visuais, História, Literatura Comparada e Estudos da Mídia. Escreve periodicamente resenhas de livros, filmes e jogos para diversas publicações.
Lucio Reis Filho

Lucio Reis Filho

Lúcio Reis Filho é Ph.D. em Comunicação (Cinema e Audiovisual), escritor e cineasta especializado nas interseções entre Cinema, História e Literatura, com foco nos gêneros do horror e da ficção científica. Historiador com especialização em Estudos Clássicos pela Universidade de Brasília, em parceria com a Cátedra Unesco Archai (Unb/Unesco), é Coordenador do Projeto Ítaca. Seus interesses acadêmicos e de pesquisa são essencialmente interdisciplinares; abrangem Cinema, Artes Visuais, História, Literatura Comparada e Estudos da Mídia. Escreve periodicamente resenhas de livros, filmes e jogos para diversas publicações.

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